Proposta que pode prejudicar escolas e hospitais segue em “relatório secreto”
Quase dois meses depois do GT, relatório da reforma administrativa ainda é mistério.
(Foto: Kayo Magalhães / Câmara dos Deputados)
Mesmo depois de realizar uma Comissão Geral na última quarta, dia 3 de setembro, a Câmara dos Deputados segue sem apresentar a “reforma” administrativa que pretende fazer no serviço público brasileiro. Os textos do conjunto de projetos de lei e emendas à Constituição elaborados pelo Grupo de Trabalho, que também foi realizado no âmbito da Câmara, deveriam ter sido apresentados pelo relator do GT, o deputado federal Pedro Paulo (PSD-RJ), em meados de julho.
Diante do fato de que até parlamentares que fizeram parte do GT desconhecem o texto, dirigentes do Fórum Catarinense de Defesa do Serviço Público começaram a chamar o documento de “relatório secreto”. Na leitura das entidades sindicais, a situação é resultado de um processo marcado pela falta de transparência e de participação democrática em torno de uma medida que afeta diretamente a vida da maior parte dos brasileiros, pois pode prejudicar creches, postos de saúde, hospitais e escolas públicas.
As lideranças do movimento sindical do serviço público temem que as propostas sejam apresentadas e votadas a qualquer momento no Plenário da Câmara sem o debate necessário para uma medida dessa importância. Por isso, o Fórum segue realizando atos públicos nas ruas e nos aeroportos, publicações frequentes nas redes de cerca de 30 entidades dos serviços públicos federais, estaduais e municipais em Santa Catarina, constantes visitas aos gabinetes de parlamentares em Brasília e um carro de som com mensagem para o deputado Zé Trovão, provocador do GT na Câmara, já está circulando por Joinville.