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Resposta à nota da Secretaria de Saúde de Biguaçu sobre as demissões no Hospital Regional Helmuth Nass
19/08/2026

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Resposta à nota da Secretaria de Saúde de Biguaçu sobre as demissões no Hospital Regional Helmuth Nass

O SindSaúde/SC vem a público manifestar seu repúdio à nota que vem sendo apresentada à imprensa pela Secretaria Municipal de Saúde de Biguaçu sobre a situação do Hospital Regional Helmuth Nass. O documento, marcado por acusações irresponsáveis, atribui aos trabalhadores “boatos” e “ações de boicote”, insinuando que a mobilização da categoria colocaria vidas em risco.

É preciso restabelecer a verdade: os trabalhadores não estão boicotando o hospital. São eles que, todos os dias, garantem seu funcionamento. A maioria dos leitos e unidades parados são de responsabilidade da própria prefeitura, que não está garantindo a compra dos insumos necessários e enfrentou uma greve dos médicos há alguns dias.

A categoria está mobilizada porque enfrenta uma transição de gestão que gera insegurança. A prefeitura comunicou o encerramento do contrato com a São Camilo e a consequente demissão de mais de 300 trabalhadores, mas o prazo para finalização do contrato atual já foi prorrogado três vezes. Além disso, também assumiu publicamente o compromisso com a manutenção de todos os empregos. Porém, a nova contratada, a IBHASES, já abriu processo seletivo externo sem garantia nenhuma aos trabalhadores.

O SindSaúde/SC vem cobrando informações justamente porque a categoria precisa saber o que acontecerá durante a mudança de gestão. Até que essas questões sejam respondidas de forma explícita e documentada, não há como exigir que os trabalhadores simplesmente aceitem uma transição sem transparência alguma.

A própria prefeitura instaurou uma intervenção administrativa no hospital após apontar problemas na gestão anterior, da Beneficência Camiliana do Sul. Agora, conduz uma nova transição e anunciou a contratação emergencial de outra Organização Social para assumir a unidade. Diante desse histórico, é inaceitável que a Secretaria tente jogar aos trabalhadores a responsabilidade pelos problemas administrativos do hospital.

A Secretaria afirma que a nova gestora fará um processo seletivo e que os trabalhadores terão “oportunidade de contratação”. Mas isso não garante os empregos, conforme compromisso estabelecido pela própria Secretária em pronunciamento à imprensa. Os profissionais do Helmuth Nass têm experiência, formação e conhecimento indispensáveis ao funcionamento da unidade e não podem ser tratados como mão de obra descartável.

Também é inaceitável a tentativa de empurrar as verbas rescisórias para uma futura disputa judicial. Se o fundo da São Camilo para pagamento das rescisões desapareceu, a responsabilidade pela fiscalização desses valores era da prefeitura. Os direitos trabalhistas são uma obrigação legal que deve ser garantida.

Reafirmamos, ainda, que a mobilização é um direito constitucional. É particularmente grave que uma manifestação legítima seja apresentada como uma tentativa de colocar a população em risco. Não aceitaremos tentativas de jogar os trabalhadores contra a opinião pública.

Os trabalhadores não criaram a crise do hospital, não definiram os contratos de gestão, não administram os recursos públicos e não são responsáveis pela atual transição. Eles simplesmente trabalharam e estão em busca de seus direitos.

Seguiremos mobilizados e adotaremos todas as medidas políticas e jurídicas necessárias para defender os empregos, os direitos e a dignidade dos trabalhadores do Hospital Helmuth Nass.

Florianópolis, 19 de agosto de 2026

SindSaúde/SC

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