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Apagão no Hospital Marieta, em Itajaí, reforça debate sobre responsabilidades na gestão privada da saúde pública
14/09/2026

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Apagão no Hospital Marieta, em Itajaí, reforça debate sobre responsabilidades na gestão privada da saúde pública

Na última sexta-feira (11), um curto circuito deixou parte do Hospital Marieta Konder Bornhausen, maior hospital público de SC, sem luz por cerca de quatro horas. Pacientes foram transferidos às pressas para unidades em outros municípios.

O Marieta é um hospital público de referência cuja gestão está nas mãos das Pequenas Missionárias de Maria Imaculada (IPMMI), entidade terceirizada. O detalhe que chama atenção é que a ala que ficou sem luz é uma ala nova da unidade, inaugurada com dinheiro público pela administração Jorginho Mello.

O episódio coloca em evidência uma questão maior: quem deve ser responsável pela gestão e pela garantia da qualidade de um serviço de saúde que é público?

Não se trata de atribuir a responsabilidade do curto-circuito à entidade gestora. Trata-se de questionar o modelo e, principalmente, a escolha política de ampliar a transferência da gestão pública para organizações privadas. Se o serviço é público e é financiado com dinheiro público, o Estado continua tendo o dever de gerir, fiscalizar e garantir segurança e qualidade no atendimento.

O Governo estadual precisa responder qual SUS pretende construir: um sistema público fortalecido, com servidores valorizados e controle social, ou uma rede cada vez mais dependente de organizações privadas para administrar aquilo que é patrimônio de todos.

Chega de terceirizações!

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