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Após novo atraso salarial, trabalhadores do ISEV Biguaçu têm assembleia nesta sexta
06/02/2018

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Após novo atraso salarial, trabalhadores do ISEV Biguaçu têm assembleia nesta sexta

As trabalhadoras e trabalhadores do Instituto Saúde e Vida (ISEV) que atuam na atenção básica de saúde do município de Biguaçu têm tido seus direitos negados pela Organização Social nos últimos meses. Em janeiro, os salários atrasaram, e, até agora, trabalhadores ainda tem valores por receber da empresa. Neste mês, mais uma vez os salários estão em atraso. Em assembleia realizada na última segunda-feira (5/2), decidiram entrar em estado de greve, agendando nova reunião para as 7h30 desta sexta-feira (9/2) podendo deliberar pela imediata paralisação das atividades.

A direção do ISEV e a secretaria municipal de saúde de Biguaçu já foram notificadas da decisão. A pauta de reivindicações da categoria exige o pagamento imediato dos salários e dos débitos referentes ao 13º salário e férias; o pagamento das multas pendentes pelos atrasos salariais; e a reposição de materiais, insumos, medicamentos que possam garantir o bom atendimento aos pacientes.

Saiba mais

O Instituto de Saúde e Educação Vida (ISEV) é a Organização Social contratada pela prefeitura de Biguaçu para gerenciar uma série de serviços da atenção básica de saúde municipal, como as equipes de Saúde da Família, do SAMU, do CAPS e NASF, além da UPA.

O ISEV tem histórico de desrespeito aos direitos trabalhistas, tendo sido alvo de ações movidas pelo Sindicato visando garantia de pagamento de verbas rescisórias e mesmo de salários atrasados. Atualmente, atua em 4 unidades em Santa Catarina (eram 11 em 2015) e 7 no Rio Grande do Sul.

Entre 2014 e  2016, quando administrava a antiga clínica Saint Patrick, então chamada de Hospital ISEV, acumulou casos de salários atrasados e de más condições de trabalho – teve a UTI interditada pela Vigilância Sanitária por falta de condições estruturais. No início de 2016, o SindSaúde/SC esteve junto aos trabalhadores daquela unidade em duas greves motivadas por salários atrasados, casos de assédio moral e de falta de condições adequadas para trabalhar.

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