Confisco dos 14% tira R$2,5 bilhões de aposentados e aposentadas em cinco anos
Enquanto confisca dinheiro dos aposentados, governo do estado abriu mão de R$128 milhões para mega empresários em cinco anos
De 2023 até o final de 2026, o confisco dos 14% tira R$ 2,5 bilhões de aposentadas e aposentados dos serviços públicos estaduais de Santa Catarina. No mesmo período, a política fiscal inaugurada por Carlos Moisés (Republicanos) e aprofundada por Jorginho Mello (PL) fez o Estado de Santa Catarina deixar de cobrar R$ 128 bilhões em impostos que deveriam ser pagos, principalmente, por mega empresários do agronegócio, da indústria e do setor portuário.
Para o economista Maurício Mulinari, “para pagar as aposentadorias de servidores e servidoras, o Estado de Santa Catarina aportou R$ 4,9 bilhões em 2025, o valor é bem menor que os R$ 28 bilhões em isenções que beneficiaram os setores mais ricos do empresariado no mesmo ano. Além disso, as aposentadorias são usadas para pagar o mercado, a farmácia e etc., e voltam na forma de impostos para o Estado, já as isenções geram uma concentração de riqueza que, muitas vezes, acaba em paraísos fiscais no exterior”.
De acordo com dirigentes do Fórum Catarinense de Defesa do Serviço Público que reúne cerca de 30 sindicatos do setor, “Jorginho diz que as isenções fiscais geram empregos, mas não temos como saber se é verdade, pois até hoje, a população catarinense não sabe quais as empresas beneficiadas, quanto cada uma deixa de pagar, a quanto tempo são beneficiadas e, consequentemente, também não sabemos se as empresas beneficiadas geraram empregos”.