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Empresários e políticos de Minas Gerais teriam comprado e aplicado vacinas sem repassar ao SUS
25/03/2021

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Empresários e políticos de Minas Gerais teriam comprado e aplicado vacinas sem repassar ao SUS

Um grupo de empresários e políticos de Minas Gerais, que não estão inclusos nos grupos prioritários da atual fase do Plano Nacional de Vacinação, recebeu uma dose da vacina da Pfizer, segundo a revista Piauí. O Ministério da Saúde relata que nenhuma vacina foi repassada ao SUS pelas empresas mineiras, como está estipulado na lei 534/2021, aprovada no início do mês de março, e que permite a compra de imunizantes pelo setor privado, desde que as doses fossem repassadas integralmente ao SUS até que se conclua a vacinação de todos os grupos prioritários. Só depois disso, as empresas poderiam deter 50% das doses compradas para si.

A aplicação foi feita às escondidas, na garagem de uma empresa de transportes sediada em Belo Horizonte. Segundo a reportagem, além de empresários, foram vacinados também políticos e familiares. O texto também cita que ambas as doses foram compradas pelos suspeitos por R$600.

Ainda não há conclusões sobre como os imunizantes chegaram até os empresários e políticos mineiros. A Pfizer respondeu à reportagem que nenhuma dose que não estivesse no Plano Nacional de Vacinação foi vendida até o momento. Uma das suspeições aponta para uma empresa terceirizada, que atua na vacinação dos municípios de Belo Horizonte e Contagem. Consta que as doses foram aplicadas por funcionários dessa empresa que parecem ter aplicado ainda em outras instituições do setor privado na região.

A notícia, apesar de parecer um caso isolado, aponta para dois problemas centrais na entrega da vacinação ao controle do setor privado. Um deles, como apontado em matéria anterior do SindSaúde/SC, é a incapacidade do Ministério da Saúde de fiscalizar se os imunizantes comprados pelo setor serão repassados proporcionalmente ao SUS. O outro diz respeito à essência desse setor, que é a garantia do lucro. A entrega das vacinas a esse setor não tem por objetivo garantir a imunização rápida no Brasil, mas a de gerar rendimentos a essas empresas.

É preciso assegurar o direito daqueles que mais precisam e responsabilizar os fura-fila! Só o SUS pode garantir acesso universal e com equidade à vacinação para a população brasileira.

Para conferir a reportagem completa da Revista Piauí, clique aqui.

 

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