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Governo Bolsonaro e maioria do Congresso Nacional congelam salários, triênios e licenças prêmios dos servidores da saúde
20/08/2020

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Governo Bolsonaro e maioria do Congresso Nacional congelam salários, triênios e licenças prêmios dos servidores da saúde

Governo Bolsonaro e maioria do Congresso Nacional congelam salários, triênios e licenças prêmios dos servidores da saúde

 

A tarde e noite de hoje fica marcada como uma das sessões mais vergonhosas do Congresso Nacional que parece não ter opinião própria e optou por obedecer cegamente às ordens do Governo Federal. Foi votado o Veto nº 17 de Bolsonaro que desde 28 de maio congelou os salários, abonos, contagem do tempo de licenças prêmios e triênios de servidores públicos de diversas esferas, incluindo educação, segurança pública, serviços funerários, assistência social e saúde!

 

Isso mesmo! Todas essas categorias que estão na linha de frente de combate à pandemia, no texto original da lei 173/2020 aprovado do Congresso estavam a salvo do congelamento. No entanto, no dia seguinte a aprovação da lei, Bolsonaro vetou diversos dispositivos da lei e incluiu no veto o § 6º do art. 8º que trata justamente do congelamento até dezembro de 2021 para essas categorias. 

 

Na tarde de ontem, o Senado Federal votou pela derrubada, abrindo espaço para restabelecer os direitos dos servidores e servidoras públicas. Como o Senado derrubou, o texto seguiu para Câmara dos Deputados e deveria ter sido votado ainda na noite de ontem. O Governo Federal agiu rápido e suspendeu a sessão, transferindo para tarde de hoje, e partiu para reuniões com deputados e todo tipo de articulação espúria. Fakenews de que a manutenção do veto custaria 138 bilhões de reais ao governo passaram a circular e foram repetidas durante a sessão da Câmara dos Deputados hoje. A mentira desse número é absurda, já que o pagamento de anuênios, triênios já é prevista no orçamento, licenças prêmios não tem custo, e reajustes salariais dependem de negociações de cada categoria. Ou seja, o veto em si é mais um movimento de precarização da condição de vida dos servidores públicos, de desmonte do setor público.

 

O debate na Câmara dos Deputados se estendeu das 15h às 20h desta quinta-feira (20) e a mesma Câmara que aprovou a lei no final do mês, agora parece ter mudado de ideia votando pela manutenção do veto do governo. O que será que aconteceu nos bastidores da Câmara nesta noite para uma virada assim de posição?! Rodrigo Maia, presidente da Câmara, nem sequer se deu ao trabalho de presidir a sessão ficando “solto” para dirigir as articulações junto do Governo Bolsonaro, e conseguiram juntos nos impôr mais essa derrota. Logo nós, que estamos carregando esse país nas costas, expondo nossas vidas na pandemia, temos que mais uma vez pagar a conta!

 

Foram 316 votos “sim” favoráveis à manutenção da posição do governo que mantém os congelamentos e 165 votos “não” pela derrubada do veto, com 2 abstenções. 

 

Esse congelamento não afeta as negociações da MP 228 aqui no estado.

 

Nesta sexta-feira a matéria será atualizada com a lista de como votou cada deputado federal catarinense.

 

Foto: Gustavo Sales/Câmara dos Deputados

 

Os deputados e senadores que votaram “sim” foram pela manutenção do veto, seguindo a posição do governo e votando contra os servidores e servidoras públicas. E o que votaram “não” apoiaram sua rejeição, ou seja, foram pela derrubada do veto.

Deputados federais catarinenses

Angela Amin

PP

SIM

Carlos Chiodini

MDB

SIM

Carmen Zanotto

Cidadania

NÃO

Caroline de Toni

PSL

SIM

Celso Maldaner

MDB

SIM

Coronel Armando

PSL

SIM

Daniel Freitas

PSL

SIM

Darci de Matos

PSD

SIM

Fabio Schiochet

PSL

SIM

Geovania de Sá

PSDB

SIM

Gilson Marques

Novo

SIM

Hélio Costa

Republicanos

SIM

Pedro Uczai

PT

NÃO

Ricardo Guidi

PSD

SIM

Rodrigo Coelho

PSB

SIM

Rogério Peninha Mendonça

MDB

SIM

 

Senadores catarinenses

Dário Berger

MDB

AUSENTE

Esperidião Amin

PP

NÃO

Jorginho Mello

PL

NÃO

 

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