Jorginho Mello prioriza isenções fiscais em vez de profissionais da saúde, educação e segurança
Relação entre arrecadação e investimento em pessoal é a menor desde 2009.
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(Foto: Jeferson Baldo - Agência Alesc)[/caption]
De acordo com o economista Maurício Mulinari, em 2025, o governo Jorginho Mello (PL) investiu 38,8% do orçamento no pagamento de professores(as), médicos(as), enfermeiros(as), policiais e demais profissionais que entregam os serviços públicos do Estado para a população. Este é o menor patamar desde 2009, quando o governo Luiz Henrique da Silveira destinou 31,7% da Receita Corrente Líquida (RCL) do Estado para pagamento de pessoal.
Em 2023, o investimento em pessoal era de 42,6% da receita, mas o percentual caiu para 39,7% em 2024, e depois para 38,8%, em 2025, mostrando que a rubrica não tem acompanhado a arrecadação. Já o valor total de impostos que deixaram de ser cobrados, principalmente, do agronegócio, da indústria e do setor portuário, corresponderam a 52,78% da RCL em 2023 e 56,27% em 2024. O montante de renúncias de 2025 só estará disponível entre maio e junho deste ano, quando o TCE divulga relatório técnico sobre as contas estaduais.
Porém, a expectativa é de que as isenções fiscais cresçam ainda mais em 2025 e 2026, conforme projeção das Leis Orçamentarias Anuais (LOA) dos dois anos aprovadas na Alesc. Isso mostra uma tendência do Governo de SC de priorizar a política de isenções fiscais ao investimento em profissionais que trabalham em delegacias, hospitais e escolas públicas.
Na avaliação de dirigentes do Fórum Catarinense de Defesa do Serviço Público que representam cerca de 270 mil trabalhadores e trabalhadoras das três esferas em Santa Catarina, “os números mostram que Jorginho prioriza o não pagamento de impostos por parte dos mega empresários do agro, da indústria e dos portos, enquanto o investimento no pagamento e contratação de profissionais de saúde, educação, segurança e outras áreas do serviço públicos é reduzido em relação à receita”.