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Trabalhadores/as do SAMU entram em estado de greve por falta de pagamento dos salários
08/12/2017

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Trabalhadores/as do SAMU entram em estado de greve por falta de pagamento dos salários

As trabalhadoras e trabalhadores do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) da base estadual entraram em estado de greve, nessa quinta-feira (7/12), pelo não pagamento dos salários de dezembro. O SAMU, assim como o Hospital Florianópolis, é gerido pela Organização Social Associação Paulista para o Desenvolvimento da Medicina (SPDM), que constantemente atrasa o pagamento dos salários das unidades que administra, como o Hospital de Aranranguá e o HF. 

Há meses os salários vem sendo pagos com atraso, além de serem constantes as faltas de medicamento e até combustível, que levou uma paciente a óbito por falta de atendimento, como o SindSaúde/SC noticiou aqui.  Justamente pelos problemas, em julho deste ano, o contrato da empresa com a Secretaria Estadual de Saúde (SES) foi colocado sob análise de uma comissão e o Estado nomeou o Ten. Cel. do Bombeiro Militar João Batista Cordeiro Júnior para administrar o serviço.

Os socorristas fizeram uma paralisação e um buzinaço no centro da capital na noite do dia 7/12 em protesto à situação atual. A empresa não deu previsão para o pagamento dos salários. "Esse caos entre Hospital Araranguá, Hospital Florianópolis e o SAMU estadual, todos geridos pela SPDM, são a maior prova da falência da gestão por Organização Social", afirma o diretor jurídico do sindicato Wallace Cordeiro. 

A gestão privada também se tornou mais cara aos cofres públicos. Em cinco anos, o Serviço passou de um orçamento de R$ 2,5 milhões (quando a gestão era pública) para R$ 9,6 milhões. E o aumento do investimento não se reflete em uma melhoria das condições de trabalho e oferta do serviço à população catarinense.

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